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Colunas
23/06/2020 - 11h35
A Postura que devemos ter – 18
Apontamento por Brígida Borges


Então, quais áreas alteradas pela quarentena que você listou? (vida familiar, trabalho, relações sociais, a fé, participação na vida da Igreja, compras, leitura, cultura, formação física e mental, transporte, etc.). O que mudou em nossos hábitos? O que se mostrou benéfico ou prejudicial? O que parece ser essencial ou supérfluo?

“É óbvio que cada pessoa terá sua própria definição do que é supérfluo e essencial, e isso é totalmente normal. A ideia não é forçar certas conclusões a partir do exercício da reflexão, mas que cada pessoa aprenda sobre si mesma através dela”, explica o Padre Jaques.

Uma vez estabelecidos esses elementos, é hora de tomar decisões. Ao revisar as áreas de sua vida que foram alteradas pela pandemia e as consequências disso na sua vida, pergunte a si mesma/o que iniciativas você pode tomar – ou continuar mantendo – para “passar do consumo para a criação, do quantitativo para o qualitativo, da independência à interdependência”.

A pandemia “é um alerta para toda a humanidade, mas também é um tempo de graça. O Senhor, com seu silêncio, fala conosco através dos acontecimentos. O que Ele está tentando nos dizer através dessa pandemia? Vamos prestar atenção a essa voz do Espírito Santo que nos exorta a não mais viver como antes? Voltaremos ao que era antes, ou vamos explorar novos caminhos, mais justos e cheios de solidariedade?”, alerta Padre Jaques.

Para ele, esses novos caminhos são baseados em três princípios fundamentais: tudo está conectado, tudo é um presente e, principalmente, tudo é efêmero: “O que passamos é uma oportunidade de reorientar o essencial, para colocar a pessoa humana em primeiro lugar em todas as nossas preocupações”.

Essa análise pessoal “não pretende alimentar debates intelectuais sobre sistemas econômicos, mas deve permitir que todos entendam que temos uma responsabilidade a cumprir e um papel a desempenhar”, conclui o padre.

De certa forma, os últimos meses se tornaram um retiro espiritual involuntário. Não nos inscrevemos nele, mas realmente passamos por isso.



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