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Colunas
23/12/2020 - 11h49
Agro - E agora cafeicultores?
Foto: Agência Brasil.

Por Marcus Manoel Fomm*

Notícias publicadas em diversos e respeitados periódicos, avalizadas por competentes profissionais, dão conta de que os prejuízos na próxima safra de café arábica poderão ser elevados. O clima, mesmo em lavouras com irrigação, já fez os estragos previstos. Doenças e outras intempéries ainda podem vir a atrapalhar.Não esquecer de que na próxima colheita estaremos num ano de menor produção.

Mas então o que fazer? Os especialistas recomendam a continuidade nos tratos culturais com muita atenção e, se possível, algumas “orações” não farão mal.

Nessa hora é imprescindível que os cafeicultores controlem os custos e despesas de suas lavouras com “lupa” para não serem surpreendidos na colheita. Poderão se socorrerem de planilhas eletrônicas, softwares específicos, controles contábeis ou mesmo de um “papelzinho” onde sejam anotados os gastos efetuados, assessoria com especialistas, entre outras atitudes.

Certamente, ocorrendo quebra na safra, os custos e despesas também serão fortemente impactados, bem como os preços de venda. Trata-se de uma ótima oportunidade para aqueles cafeicultores que não praticam controles se organizarem visando uma melhor gestão de seus negócios.

Exceção parece ter sido o estado do Espirito Santo pouco afetado pela variação climática, preservando, dessa forma, a lavoura de conilon.  A planta do café conilon é mais resistente e tem um resultado de produção mais efetivo quando comparada com a planta do arábica. Essa, por sua vez, é menor, tem as folhas mais lisas e um cultivo que requer uma maior atenção no campo.

Sinceramente não percebo um interesse marcante por parte dos cafeicultores em se ajustarem e se socorrerem com as técnicas contábeis-financeiras para a melhoria de seus empreendimentos agrícolas.

Não é por ser pequeno ou médio produtor que não precisará de controles e, exatamente, por esse motivo, é que mais necessitará de ferramentas de gestão que possam acompanhar o andamento do negócio.

Me ressinto também da escassez de textos a respeito de técnicas de boa gestão voltadas ao agronegócio. Em relação aos preços, travamento, estoques, pragas, exportação, insumos, implementos, cambio e tantos outros assuntos verifica-se abundância.

Registre-se que dependendo do tamanho da quebra da safra os valores das propriedades rurais de café, para venda, poderão sofrer alterações.
Em outros artigos mencionamos que a rentabilidade do negócio café é baixa e, no caso, poderá diminuir mais ainda.

Prevê-se também que em ocorrendo elevadas quebras a inadimplência com revendas de insumos, fabricantes de equipamentos e instituições financeiras possa aumentar. Maior demanda por crédito poderá ser sentida também. Ou seja, o nível da colheita em 2021 impactará diversos segmentos além do café propriamente dito. 

Sendo a região de Patrocínio altamente dependente do agronegócio, café, estima-se que a quebra de safra, se houver, possa trazer alguns percalços para o comércio.

Talvez fosse a hora das autoridades competentes, principalmente aquelas eleitas que tomarão posse em janeiro, realizarem estudos para verificar a viabilidade de incentivarem a vinda de outros agentes econômicos para a região, contribuindo, dessa forma, para a diversificação das atividades econômicas do município.  

*E-mail: marcusfomm@globo.com
Telefone: (34) 98824-2539



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