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Geral
04/03/2019 - 15h26
Bloco Unidos na Resistência leva foliões à Praça Honorato Borges
Nem mesmo a chuva que caiu durante o mesmo diminuiu o ânimo dos foliões
Fotos: Stéfany Christina.

Por Stéfany Christina


Foi realizada na noite da última sexta-feira (1) na Praça Honorato Borges a segunda edição do Bloco Unidos na Resistência. A animação do bloco ficou por conta dos meninos do grupo Agitaê, que levou diversos sucessos do axé, samba e até sertanejo. Os foliões que participaram estavam tão entusiasmados que nem a chuva que começou a cair durante o encontro fizeram eles pararem de dançar e cantar.

O grupo que foi iniciado ano passado com a ideia de fazer uma confraternização entre alguns dos movimentos sociais de Patrocínio, conta com o apoio da CUFA, Central Única de Favelas, do grupo Empodera as Minas, do Coletivo Kayofu, que é o coletivo de mulheres negras dentro do município, do NEABI, que é o Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas do IFTM, do Sind-UTE, Sindicato dos Educadores, do SINASEFE, Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica, e também do SINTET, Sindicato dos Trabalhadores Técnico, e da ADUFU, Associação dos Docentes da Universidade de Uberlândia.

Segundo Revalina Aparecida da Silva, coordenadora e vice-presidente Nacional da CUFA e uma dos organizadores do bloco, nos contou em entrevista que o intuito de reativar o carnaval de Rua de Patrocínio, “então decidimos sentar e organizar o Bloco Unidos na Resistência, com o intuito de trazer, por mais que a gente tenha muitos momentos difíceis, precisamos também do afeto, da alegria e do amor para que possamos continuar as nossas atividades”, afirmou.


Foto: Revalina Aparecida da Silva.


Tanto ano passado, como neste, o tema foi “Qual é a sua luta?” e os foliões que adquiriram os abadás puderam escrever nos mesmos suas principais batalhas, de acordo com Revalina Aparecida este foi escolhido por conta da luta constante de melhorias na condição de pessoas vulnerabilizadas. 

“Então deixamos para que cada um possa colocar no seu abadá o que está defendendo, quais foram as dificuldade de 2018 e que agora se tornam uma luta, com uma crítica social, principalmente nos momentos onde a gente tem a retirada dos nossos direitos, então aumenta ainda mais a nossa responsabilidade por trazer um bloco que traz a alegria, o amor, o afeto, mas também traz a reflexão a cerca de todas as nossas ações”, pontuou Revalina.

Ao ser questionada sobre o motivo do nome do bloco carnavalesco ser “Unidos na Resistência”, Revalina Aparecida contou que é porque todos os movimentos que apoiam, são movimentos de resistência. “Nós resistimos e lutamos dentro de uma sociedade totalmente racista e machista, a gente tem até dentro de nossa marchinha a fala de que todas as lutas são constantemente são atacadas como mi mi mi, mas o preconceito não é mi mi mi, racismo não é mi mi mi e misoginia muito menos”, explicou.

Ela ainda contou que essa é uma demanda que deve-se ter coragem para a enfrentá-las todos os dias. “As pessoas que realmente conhecem um pouco dos movimentos sociais daqui de Patrocínio, elas vão se autoconectar e entender que a resistência cotidiana que falamos é a resistência de levantar cedo todos os dias e enfrentar as adversidades da vida, principalmente enquanto mulher, negro, morador de periferias, enquanto de classe social totalmente diferente uns dos outros, morando numa cidade muitas vezes elitista e segregacionista”, concluiu.



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