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28/03/2019 - 11h24
COM A PALAVRA Ricardo Almeida
O Mister Brasil Internacional contou tudo sobre o concurso realizado em Colatina-ES
Foto: Arquivo pessoal/ Ricardo Almeida.

O Com a Palavra desta semana conversou com Ricardo Almeida, aos 21 anos, conquistou o título máximo dos concursos de moda, o Mister Brasil Internacional. O patrocinense começou nesse ramo tirando fotos para lojas e desfilando em eventos da cidade. O coordenador Wesley Oliver contou detalhes sobre o modelo e também do concurso, onde a final ocorreu no dia 24 de novembro, em que Ricardo saiu vencedor.

Gazeta: Como você entrou neste mundo?
Ricardo Almeida: Aqui em Patrocínio eu já modelava para o Wesley Oliver, eventos, desfiles, lojas de roupas, tirava foto. Até que surgiu um convite da Sandra Gontijo, que ela era dona da Franquia de Goiás e ela me convidou para estar participando desse evento lá no Espírito Santo, até então eu não tinha o menor interesse e acabei aceitando esse convite. Cheguei lá meio desinteressado das coisas por não ter experiência ainda e quando foi acontecendo as coisas, foi dando certo, o favoritismo aconteceu.

Gazeta: Você já tem experiências nas passarelas, em desfile, ou o Mister Brasil foi o primeiro concurso em que participou?
Wesley Oliver: Há uns cinco anos atrás eu conheci o Ricardo e o convidei para desfilar, mas na época ele não teve interesse. No ano passado ele decidiu tentar e o primeiro desfile que ele participou foi o Miss Plus Size, eles fizeram a abertura do evento. Com sua simplicidade e carisma, conquistou todas as meninas, que consideraram ele o melhor conselheiro. O Ricardo participou também do Chá das Noivas e com isso foi sendo convidado para os concursos da região.

Gazeta: Você gostou da experiência?
Ricardo Almeida: Gostei demais, não me arrependo de nada que aconteceu, agora é só colher os frutos e esperar o internacional, que será na Europa. Agora eu tenho meu coordenador nacional que é o dono da franquia internacional, preciso esperar ele estar acertando as datas, as agendas pra gente poder estar se preparando.

Wesley Oliver: Ficamos muito felizes com o desempenho dele, ele não era o favorito aos nossos olhos e dos coordenadores que estavam presentes no dia. Vários estados estavam concorrendo. Queria agradecer o apoio cultural, que graças a Deus tivemos um respaldo muito bom, queria agradecer ao prefeito Deiró, foi muito gratificante para nós receber esse apoio deles, isso mostra que nós estamos tendo credibilidade, isso é o que importa.

Gazeta: Como você vê o cenário de misses e misters em Patrocínio?
Wesley Oliver: Está muito competitivo. Tem vários misters e misses, pessoal fica perguntando o porquê de existir vários. Isso são franquias, cada franquia tem o seu mister e sua miss. A franquia que o Ricardo Almeida foi concorrer é do Mister Brasil Internacional, o dono da franquia Nacional é o Flávio Holanda, que por sinal nos recebeu muito bem. O evento ocorreu em Colatina ES, foi uma viagem bem longa, e graças a Deus nós tivemos um bom resultado no final.

Gazeta: Como foi o concurso?
Wesley Oliver: O evento foi feito num hotel, onde foram hospedados todos os candidatos e candidatas do concurso, desde então tinha jurados avaliando desde a hora que eles entraram no hotel até o final para analisar o comportamento. Este é um concurso a nível nacional, vai representar o Brasil lá fora, então tem que ter a certeza de que ele vai representar bem lá. 

Ricardo Almeida: Então, o concurso foi em Colatina ES, no dia 22 de novembro. Nós ficamos confinados lá no hotel, onde estavam todos os participantes, cada quarto tinha uma dupla. Na quinta-feira (22) teve a primeira apresentação, a prova de talentos, eu cheguei um pouco atrasado e não participei, então perdi nessa prova. Na sexta-feira teve o desfile do traje típico, fomos para um shopping, fizemos uma apresentação lá e nisso o pessoal já foi tudo fazendo amizade.

Aos poucos fui interagindo com o pessoal de cada estado. E no sábado dia 24, foi o concurso, eu tinha conversado com o Wesley, dizendo que fiquei um pouco triste por ver pessoas maiores do que eu, mais experientes naquele ramo, me senti meio triste por estar ali.

No dia 24, quando ocorreu a final em um teatro, onde o primeiro desfile foi de traje típico, o segundo de sunga e, por último, o traje de gala, eu não tinha esperança nenhuma, foi quando os jurados selecionaram o top 5 e eu estava lá. Nesse top 5 fariam perguntas que era a famosa oratória, que todos os participantes têm medo. Na oratória os meus quatro concorrentes foram super bem só que ali eu já tive uma esperança de que ganharia, porque eu também me destaquei onde até fui aplaudido de pé. Eu fui perguntado sobre quem era meu ídolo aí eu falei sobre Ayrton Senna, falei um pouco da vida dele e respondi o motivo.

“Então meu ídolo é Ayrton Senna, pois no século XX ele foi considerado um dos maiores esportistas de todos os tempos e há pesquisas que em pleno século XXI ele é o maior ídolo brasileiro e tinha muita sede de vitória, não vitória apenas nas pistas, mas na vida. Ele deixou um legado para todos nós brasileiros, seja quem você for, desde o nível mais alto até o mais baixo social tenha com vocês a meta de ter muito amor e fé em Deus, porque um dia você chega lá”, depois agradeci e foi nisso que o pessoal me aplaudiu de pé. Após isso, nós fomos retirados pra que eles fizessem a somatória da nota e nisso eu já fiquei na cabeça, já que eu cheguei aqui porque não mais? Foi quando eles tiraram o top 3 e eu estava lá, o resultado foi o que poucos acreditavam, poucos imaginavam até mesmo por mim e foi o mais satisfatório.



Gazeta: Qual foi a sensação de ter ganhado?
Ricardo Almeida: Até hoje eu não sei explicar com as melhores palavras, mas a sensação é muito boa e gratificante, pois, ver o esforço do Wesley pra estar me levando, a correria para organizar as coisas. Isso é muito prazeroso para mim porque era o que eu menos esperava acontecer é muito bom saber que o resultado no final foi o melhor possível.

Gazeta: Dentro desses concursos surgem oportunidades em outras áreas artísticas?
Wesley Oliver: Em todos os lugares que a gente passou foi visto uma semelhança entre o Ricardo e a família Simas, existe a probabilidade de pegar um gancho nisso e quem sabe futuramente ganhar oportunidade no mundo artístico. Os concursos abrem portas para várias outras coisas, cabe cada um abraçar da melhor forma possível. É um ensinamento que nós passamos para eles, ter disciplina e uma responsabilidade maior.




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