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Saúde
07/02/2019 - 16h19
Conheça sete métodos contraceptivos e tire algumas dúvidas
Conversamos com a Dra. Ana Lúcia Souto e tirarmos algumas das dúvidas mais comuns
Foto: Bruno Marçal.

Por Stéfany Christina


Atualmente, há diversos métodos contraceptivos que podem prevenir uma gravidez indesejada ou ajudar a controlar os hormônios e dentre os mais populares estão a pílula anticoncepcional, a ligadura de trompas, a camisinha e a vasectomia de acordo com uma pesquisa realizada pela ONU em 2015, onde 79% das mulheres no Brasil usam algum tipo de anticoncepcional.

No entanto, ainda há muitas pessoas que possuem pouca ou nenhuma informação sobre o assunto. Além de haver muita notícia falsa rondando este assunto. Portanto, conversamos com a ginecologista Dra. Ana Lúcia Souto Cunha para tirarmos algumas das dúvidas mais comuns.

Mas antes de começarmos, vale lembrar que antes de escolher um método é de suma importância consultar com um ginecologista e decidir com ele a opção mais adequada, bem como para conhecer os riscos e benefícios do mesmo.

Além disso, nenhum método causa aborto, já que eles existem exatamente para impedir que ocorra a gravidez. E tomar o anticoncepcional durante a gravidez não tem capacidade causar um aborto, o que pode ocorrer são complicações ou deformações no feto durante o período e, por isso, é contra-indicado o seu uso.


Gazeta - A partir de qual idade mulheres/ garotas devem começar a usar contraceptivos?

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - A mulher que já estiver iniciado a vida sexual e não desejar uma gestação pode fazer uso de contraceptivos.


Gazeta - Quais os principais métodos existentes atualmente? Pode explicar um pouco sobre cada?

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - Métodos contraceptivos não hormonais são aqueles em que a contracepção não utiliza hormônio, dentre eles: preservativos (feminino e masculino), diafragma, DIU de cobre, espermicida, tabelinha e coito interrompido.

Métodos contraceptivos hormonais são aqueles em que a prevenção da gravidez é controlada por hormônios, dentre eles: pílula, injeção anticoncepcional, Sistema Intraturino liberador de levonorgestrel (SIU), Implante, Anel vaginal e adesivo anticoncepcional.


Gazeta - Pode-se utilizar mais de um ao mesmo tempo?

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - Não há necessidade, desde que o método escolhido pela paciente seja eficiente.


Gazeta - Qual o método mais eficiente para evitar gravidez indesejada e DSTs?

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - Cada método anticoncepcional tem seu índice de eficiência, portanto, o método deve ser escolhido pela paciente juntamente com o seu ginecologista.


Gazeta - As pílulas contraceptivas podem causar trombose?

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - Além das pílulas anticoncepcionais existem outros fatores de risco para a trombose como imobilidade, sedentarismo, tabagismo, gestação, puerpério, idade acima dos 40 anos, reposição hormonal, além de doenças como obesidade, câncer e diabetes.

Também existem algumas alterações hereditárias da coagulação que podem predispor a esses fenômenos. Todos esses fatores são levados em conta pelo médico no momento de prescrever determinado tipo de pílula ou, eventualmente, para recomendar outro método contraceptivo. 


Gazeta - O adesivo contraceptivo pode sair debaixo do chuveiro? O que fazer se isso acontecer?

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - Se o adesivo descolar da pele por mais de 24 horas, deve-se colar um novo adesivo imediatamente e usar camisinha em todas relações durante 7 dias.


Gazeta - O implante contraceptivo pode perder sua eficácia antes dos três anos de uso? Como isso ocorre? 

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - O implante anticoncepcional é tão eficaz como a pílula e, por isso, a gravidez indesejada é muito rara. Ele tem uma validade de 3 anos e a sua eficácia não diminui ao longo do prazo de validade.


Gazeta - Qual é a diferença entre o DIU Hormonal e o DIU de Cobre?

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - O DIU de cobre é revestido por cobre e libera uma pequena quantidade dele no útero, ocasionando alterações no endométrio, no muco e também na motilidade das tubas uterinas, promovendo um ambiente hostil para o espermatozoide.

O DIU hormonal (Mirena) possui em sua estrutura o hormônio progesterona que causa atrofia endometrial e espessamento do muco cervical. O Mirena ajuda a reduzir o fluxo menstrual e também tem impacto positivo sobre as cólicas.

A mulher pode apresentar ausência do fluxo menstrual depois de alguns meses de uso do Mirena. O DIU de cobre pode aumentar o fluxo menstrual e também as cólicas.


Gazeta - O que pode ser feito se a usuária esquecer de retirar o anel vaginal após o tempo estabelecido? Ocorre algum problema?

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - O anel vaginal contém os hormônios progesterona e estrogênio que são absorvidos continuamente pela mucosa vaginal, impedindo a ovulação e tornando o muco cervical espesso. Ele permanece na vagina por 3 semanas e depois é retirado, fazendo uma pausa de 07 dias e então inserido um novo anel.

Se a paciente deixar o anel contraceptivo na vagina por mais de 4 semanas (28 dias), é necessário retirá-lo e verificar se não ficou grávida. Caso não tenha ocorrido gestação, a paciente pode inserir um novo anel, porém será necessário utilizar um método contraceptivo adicional por 07 dias.


Gazeta - Há uma quantidade máxima de aplicações da injeção anticoncepcional?

Dra. Ana Lúcia Souto Cunha - O tempo de uso de qualquer método anticoncepcional deve ser estabelecido pela paciente, juntamente com o ginecologista de sua confiança.



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