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Saúde
23/01/2019 - 15h45
Devemos falar mais sobre o Janeiro Branco

Criada em 2014 na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, a campanha Janeiro Branco possui o objetivo de chamar a atenção da sociedade em torno da saúde mental e emocional das pessoas. Atualmente diversos estados brasileiros e alguns países como Estados Unidos, Japão e Portugal participam da campanha, dando espaço para profissionais de psicologia enfatizarem a importância de se ter uma “cultura de Saúde Mental” no mundo.

Além de dar espaço para a discussão, a campanha ainda tem como objetivo desmistificar algumas ideias em torno da saúde mental humana e também reduzir o preconceito existente sobre pacientes e profissionais.

De acordo com o site da campanha, “os seres humanos são seres de conteúdos psicológicos e subjetivos, que suas vidas, necessariamente, são estruturadas em torno de questões mentais, sentimentais, emocionais e comportamentais, sendo, portanto, imperioso e necessário, que a subjetividade humana possua lugar de destaque em nossa cultura e em nossos cotidianos, sob pena de sermos vítimas de nós mesmos e de quem despreza as próprias necessidades psicológicas e as alheias”.

Em entrevista com a Psicóloga Dra. Patrícia Bustamante, ela também pontua a importância do cuidado da saúde menta afirmando que “segundo René Descartes ‘Penso, logo existo’, tudo o que somos, a maneira como vivemos e agimos é seguido de um pensamento carregado de emoções. Daí a importância de se cuidar da nossa saúde mental, para que tenhamos uma vida mais tranquila, sem desequilíbrio emocionais diante as dificuldades da vida”.

Dentre as formas de se cuidar está fazer reflexões e debates sobre condições e características emocionais dos seres humanos, como na campanha do Setembro Amarelo, dedicado à prevenção ao suicídio e ao cuidado da depressão, falar sobre esses temas sempre é uma boa opção.

Ainda é indicado pela Dra. Patrícia Bustamante os cuidados que já temos que ter para conquistar um corpo saudável. “Como diz a máxima, “mente sã, corpo são”. Uma vez que nossa mente é quem comanda o corpo, esta deve se manter saudável e bem orientada. A maneira pela qual podemos cuidar bem dela é ter uma boa noite de sono, alimentação saudável, praticar atividades físicas, meditar e é claro fazer psicoterapia para que o sujeito possa se conhecer melhor. Além disso, ir à psicoterapia não é só para quando estamos doentes ou temos alguma doença mental. Ela nos orienta sobre como conviver com a nossa personalidade e com a de outras pessoas”, esclareceu.

Em relação aos profissionais Dra. Patrícia acredita que tanto o psicólogo, quanto o psiquiatra são de suma importância para os tratamentos. 

“O profissional de psiquiatria é de grande importância no tratamento das doenças e transtornos mentais, pois as medicações indicadas pelo mesmo, além de tirar os sintomas das doenças e transtornos, possibilita que o indivíduo tenha condições para realizar uma terapia de forma efetiva. Já o psicólogo é o profissional gabaritado a realizar as psicoterapias o que de fato vai trazer as melhoras permanentes das pessoas, pois na psicoterapia o indivíduo ressignificará seus traumas, aprenderá a reconhecer suas próprias limitações e respeitá-las, e conhecerá todo o seu potencial, para que possa agir diante a vida de forma efetiva, encontrando mais prazer e sentido”, disse.

E para a Dra. Patrícia Bustamante, assim como as demais campanhas, como a do Outubro Rosa e do Novembro Azul, serve para alertar a população de cuidados com a saúde com o único objetivo de informar da necessidade de se cuidar.

“O Janeiro Branco vem quebrar tabus e preconceitos que a maioria das pessoas possuem por falta de informação sobre o que é doença mental e transtornos mentais. E também sobre psicoterapia, o psicólogo não estuda somente doenças e transtornos, ele estuda comportamento humano, por isso, ele também é capacitado a dar orientações, para que a pessoa possa compreender-se, compreender os outros e a dinâmica da vida. Isso ajuda o indivíduo a viver de forma mais assertiva com mais tranquilidade se tornando mais efetiva na resolução de problemas do cotidiano”, concluiu a psicóloga.



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