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Agronegócio
13/02/2019 - 12h05
IMA reduzirá a dosagem da vacina contra febre aftosa de 5 ml para 2 ml
A alteração deve se à expectativa de diminuir as reações vacinais com a aplicação do produto
Foto: Agência de Minas.

Por Agência de Minas 

Na próxima etapa de vacinação de bovinos e bubalinos, que será realizada no mês de maio em Minas Gerais, a dosagem da vacina contra a febre aftosa será reduzida de 5 ml para 2 ml. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) é o órgão responsável pela gestão da campanha de vacinação e fiscalização do comércio de vacinas no estado.

O produtor não poderá mais utilizar vacinas de 5 ml, assim como os estabelecimentos estarão proibidos de comercializar essa dosagem. Deverão ser imunizados nesta primeira etapa de vacinação em Minas Gerais cerca de 23,5 milhões de animais. 

De acordo com o fiscal agropecuário do IMA, Natanael Lamas Dias, a mudança determinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é positiva para os produtores rurais e indústria da carne bovina.

“A alteração da dose da vacina, de 5ml para 2ml, deve-se à expectativa de diminuir as reações vacinais com a aplicação do produto, uma reivindicação do setor produtivo e da indústria da carne. Além disso, com frascos menores, as vacinas ocuparão menos espaço, facilitando o transporte e reduzindo o custo de refrigeração”, explica. 

Nova dosagem

A Instrução Normativa nº 11, de 18 janeiro de 2018, aprovou o novo Regulamento Técnico para a Produção, Controle da Qualidade, Comercialização e Emprego de Vacinas contra a febre aftosa, e regulamentou a nova dose de vacina contra febre aftosa. Após reunião realizada entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e os órgãos de defesa agropecuária do Brasil, ficou definido que a vacina contra febre aftosa, na dose de 2 ml, passaria a ser aplicada a partir de maio de 2019. 

De acordo com o IMA, vários fatores foram analisados para a transição de um modelo para outro, o que demandou tempo, estudos técnicos, adaptações nas linhas de produção, registros de produtos, logísticas de destruição, entre outros tópicos. A liberação para a comercialização da vacina é feita pelo Mapa, mediante a realização de testes oficiais ou a aceitação dos resultados dos testes realizados pelo fabricante.

Nos últimos anos, o Brasil evoluiu com a implantação progressiva de suas zonas livres de febre aftosa, predominantemente com vacinação, alcançando todo o território nacional. Com isso, o país obteve o reconhecimento internacional de área livre da doença com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio de 2018. 

Em consequência da melhoria da condição sanitária para doença, as estratégias de vacinação foram ajustadas ao longo dos anos, vigorando agora apenas a vacinação semestral dos bovinos e bubalinos até 24 meses de idade na maior parte do país. A redução da dosagem não altera a eficiência da vacina. 

Considerando as condições epidemiológicas da febre aftosa, decidiu-se ainda pela retirada da cepa "C", do agente da composição da vacina, tendo em vista que o vírus cepa "C " não circula no país há muitos anos. A alteração deve-se à expectativa de diminuir as reações vacinais nos animais e na qualidade da carne.




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