Uma das necessidades que uma pessoa que trabalha em atendimento ao cliente precisa ter é uma boa educação. E não dizemos que isso seria mesuras e frescuras que soam falsas ou obrigatórias, mas a simplicidade de acolher com interesse e entusiasmo quem busca pelo produto que você pode oferecer, quem vai ao seu encontro.
Há pouco dias tivemos oportunidade de vivenciar, em um mesmo endereço, dois atendimentos diferentes. O primeiro, frio, impessoal, descaracterizado de receber bem, ser educado no tratar. A pessoa deveria entender e mostrar que se estava naquele local, seria para desempenhar a tarefa com qualidade, motivação, interesse em resolver o que fomos buscar, ou, na hipótese de não ter o produto, ser solícita na negativa. Coitada! Até parece que a empresa que tem colaboradores que não se envolvem e “vestem a camisa” vai conseguir sobreviver no mercado com as exigências de capacitação e segurança exigidas hoje. Não imaginamos como alguém assim, desmotivada, desinteressada, sem empatia, ainda consegue se manter no emprego.
Ao mesmo tempo, em outro departamento da mesma empresa, tivemos uma acolhida como há muito não presenciávamos, por ser eu, ali, uma total desconhecida, que buscava por um produto. A atendente não só me mostrou o que pedi, como também apresentou outras inúmeras opções que tinha no estoque. E ainda as novidades que haviam recebido e que poderiam também ser de nosso interesse. Senti-me reconfortada e agradecida pela gentileza e naturalidade com que a atendente ia mostrando as peças e o entusiasmo demonstrado pelo que a empresa podia oferecer. Me veio à memória o primeiro curso no SENAC em Patrocínio, em parceria com a ACIP e CDL, em 1967, sobre qualidade de atendimento. “Aprender não ocupa lugar, minha filha!” – É o que sempre escutei de meu pai.
Mas, voltando ao fato que descrevemos, são situações como essa que nos mostram que ainda há esperança para o mundo. Existem pessoas e pessoas... o importante é termos conosco que, enquanto colaboradores de uma empresa devemos lembrar que nosso tempo não tem volta e que se estamos ali, naquele momento, devemos ser pessoas comprometidas com o bem, o belo, o justo, o real.
Se atendimento não é o seu forte, busque ser bom em algo que não envolva outras pessoas, a não ser você mesmo.
E o pior da história ainda, é que muitas vezes, o empregador não sabe da incapacidade de atendimento da pessoa e com isso, estando o mau colaborador na linha de frente, o cliente vai embora e não volta mais ou... chama o superior e entrega o deseducado.